“AMANTE LIBERTO” (J.R. Ward)
Os dois prenderam a respiração. Ele estava quente como uma chama…
Enquanto ele se deliciava, metade dela se perguntava o que estava fazendo, enquanto a outra, a parte sexual, ganhava vida…
Ela o acariciou, sentindo a pele macia… Ele abriu a boca enquanto se remexia na cama, e seu corpo arqueado a fez se excitar. Droga…ele era puro sexo, totalmente desprovido de inibições ou vergonha, nada além de uma tempestade prestes a acontecer.
Pag. 192
Amante Liberto é o quinto romance da série "Irmandade da Adaga Negra" escrito por J.R. Ward. Desta vez vamos conhecer Vishous ou V., um Irmão que possui uma natureza sinistra. Ele está confuso, inquieto e infeliz. Aventure-se por um mundo sombrio e descubra como Vishous libertará seu coração das amarras.
Ele se considera um maluco pervertido. Principalmente levando em conta a situação em que se encontrava. Nos últimos meses ele havia se aproximado mais de seu companheiro de irmandade, Butch. Morava com o cara, embebedava-se e malhava com ele.
Vishous estava ligado a seu amigo de uma forma que complicava as coisas. E não era somente as fortes emoções que sentia por Butch que o deixava mal, suas visões se foram e ainda havia a sua mão…aquela maldição com poder de queimar e destruir. Estava convencido de que era uma aberração, e que aberrações mereciam se ferir.
Na tentativa de extravasar toda sua frustração, Vishous se envolve com fêmeas submissas. Sua fama de guerreiro frio e predador implacável não foi conquistada somente por suas preferências sexuais bizarras, mas remontava de tempos passados. Ele era filho do mais violento e destrutivo guerreiro vampiro, Bloodletter, que era uma lenda entre seu povo.
Ultimamente sua vida não estava nada fácil, mas as coisas pioram quando V. descobre que está destinado a preservar o futuro de sua raça. Ele não quer esse fardo, mas também sabe que não há como fugir.
Em um rompante de fúria, V. sai a procura de redutores. Durante o combate ele é gravemente ferido e acaba sendo levado a um hospital humano.
A chefe do departamento de traumatologia, a cirurgiã Jane Whitcomb, é a responsável pela cirurgia de Vishous. Jane percebe que seu novo paciente é um homem incomum, ficou fascinada pelas anomalias anatômicas que encontrou e está disposta a estudá-lo. Porém, os guerreiros da Irmandade da Adaga Negra jamais permitiriam que sua espécie fosse exposta dessa maneira. Durante o resgate de V., a Dr. Jane é sequestrada e levada para a mansão dos guerreiros. Durante sua estadia forçada, Jane começa a desconfiar que seu paciente não é humano. Ela sente medo, mas o fascínio e a intensa atração por aquele espécime masculino é muito mais forte.
Vishous não entende o que esta acontecendo, pois nunca sentiu algo parecido antes. Aquela humana mexe com ele, um sentimento de posse e desejo dominam todos os seus sentidos. Será ele capaz de enfrentar seus fantasmas, superar as cicatrizes do passado e viver sentimentos ternos e delicados? Um guerreiro duro e violento como ele seria capaz de experimentar o amor?
Agora Vishous terá que usar toda a sua inteligência e força para entender suas novas emoções, e lidar com a constante sensação de que somente Jane poderá compreendê-lo…e libertá-lo de seu destino.
“Amante Liberto” foi um livro que me surpreendeu de varias maneiras, algumas boas e outras ruins. E mesmo desgostando de alguns detalhes, posso afirmar que o livro não me decepcionou.
Neste quinto romance conhecemos a história de Vishous, e descobrimos que seu temperamento destrutivo e suas preferências sexuais têm uma razão de ser. Seu passado é assustador e marcado por violência e crueldade.
Sua relação com Butch é muito intensa e dolorosa, está além da amizade e é marcada por desejo e paixão. Uma paixão que V. sabe que nunca irá se concretizar e, por isso, ele sofre. Porém, seus sentimentos por Buch começam a mudar após ele conhecer Jane. O vinculo de amizade nunca será quebrado, mas a relação se torna mais equilibrada e saudável.
Jane é o oposto do que Vishous está habituado em suas aventuras sexuais. Ele se relaciona com submissas, e Jane é autoritária, possui espírito de liderança e não se deixa comandar.
As cenas entre o casal são Hot, porém mais cruas e não possuem aquela carga de romantismo dos outros livros. Isso é fácil de entender, pois Vishous é um Dom – dominador – praticante de sadomasoquismo e sente prazer com a submissão de seu parceiro/a. Isso não me incomodou, na realidade eu gostei porque saímos um pouco da mesmice.
“Amante Liberto” possui um ritmo e uma construção diferente. A história não é focada somente em V. e somos introduzidos na vida de John Matthews e Phury. Eu gostei muito dessa abordagem, mas em alguns momentos, tive a impressão que a autora se dedicou mais a John e Phury do que à história do protagonista.
Porém, devo confessar que não gostei do desfecho do livro. A solução da autora para manter o casal unido ultrapassou meu limite de aceitação. Não me convenceu e ainda estou incomodada com a opção de J. R. Ward.
Bem…tirando o detalhe do desfecho, “Amante Liberto” foi tudo o que eu esperava. Perversamente repleto de sedução, tensão sexual, emoção e ação. Definitivamente fui “marcada” pela Irmandade da Adaga Negra e não consigo mais me desvincular.
Se você não é desse planeta e ainda não conhece a série IAN…Não perca mais tempo e leia já!
Ward, J.R. Amante Liberto. Unverso dos Livros, 2011. 469. p (Irmandade da Adaga Negra, Vol.5)
Ward, J.R. Amante Liberto. Unverso dos Livros, 2011. 469. p (Irmandade da Adaga Negra, Vol.5)

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